30 de Julho de 2019

17ª semana comum Terça-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

TERÇA FEIRA – XVII SEMANA DO TEMPO COMUM

(cor verde – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele quem dá força e poder a seu povo (Sl 67,6.36).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, sois amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 33,7-11; 34,5b-9.28

 

– Leitura do livro do Êxodo: Naqueles dias, 7 Moisés levantou a tenda e armou-a longe, fora do acampamento, e deu-lhe o nome de Tenda da Reunião. Assim, todo aquele que quisesse consultar o Senhor, saía para a Tenda da Reunião, que estava fora do acampamento. 8 Quando Moisés se dirigia para lá, o povo se levantava e ficava de pé à entrada da própria tenda, seguindo Moisés com os olhos até ele entrar. 9 Logo que Moisés entrava na Tenda, a coluna de nuvem baixava e ficava parada à entrada, enquanto o Senhor falava com Moisés. 10 Ao ver a coluna de nuvem parada à entrada da Tenda, todo o povo se levantava e cada um se prostrava à entrada da própria tenda. 11 O Senhor falava com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Depois, Moisés voltava para o acampamento, mas o seu jovem ajudante, Josué, o filho de Nun, não se afastava do interior da Tenda. 34,5b Moisés permaneceu diante de Deus invocando o nome do Senhor. 6 O Senhor passou diante de Moisés, proclamando: “O Senhor, o Senhor, Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel, 7 que conserva a misericórdia por mil gerações, e perdoa culpas, rebeldias e pecados, mas não deixa nada impune, pois castiga a culpa dos pais nos filhos e netos, até à terceira e quarta geração!”

8 Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9 e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”. 28 Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 103,6-7.8-9.10-11.12-13 (R: 8a)

 

– O Senhor é indulgente, é favorável.

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

– O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés, e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

– O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor.

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

– Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas. Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem;

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

– Quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem.

R: O Senhor é indulgente, é favorável.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– A semente é de Deus a palavra, o Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 13,36-43

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 36Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

São Pedro Crisólogo

- por Padre Alexandre Fernandes

São Pedro, usou o dom da pregação como instrumento do Espírito para a conversão de pagãos

O santo deste dia nasceu em Ímola, na Itália, no ano de 380 e aproveitou sua vida, gastando-se totalmente pelo Evangelho, a ponto de ser reconhecido pela Igreja como Doutor da Igreja (isto se deu em 1729, pelo Papa Bento XIII).

São Pedro Crisólogo tinha este nome por ter se destacado principalmente pelo dom da pregação – Crisólogo significa ‘O homem da palavra de ouro’ (este cognome lhe foi dado a partir do séc IX).

Diante da morte do bispo de Ravena, o escolhido para substituí-lo foi Pedro, que neste tempo vivia num convento, aonde queria oferecer-se como vítima no silêncio; mas os planos do Senhor fizeram dele bispo.

Pastor prudente e zeloso da Igreja usou do dom da pregação como instrumento do Espírito para a conversão de pagãos, hereges e cristãos indiferentes na vivência da própria fé.

São Pedro Crisólogo, com o seu testemunho de santidade, conhecimento das ciências teológicas e dom de comunicação venceu a heresia do Monofisismo, a qual afirmava Jesus ter apenas uma só natureza, e não a misteriosa união da natureza divina e humana como o próprio nos revelou.

Um homem que tinha o pecado no coração, porém, Pedro lutou com as armas da oração, jejum e mortificações para assim desfrutar e transmitir pela Palavra o tesouro da graça, isto até entrar na Glória Celeste em 450.

São Pedro Crisólogo, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Veio o inimigo… (Mt 13,36-43)

 

            Com a onda iluminista e o culto à deusa Razão, que a Revolução Francesa fez representar por uma atriz, segundo uns, ou por uma prostituta, segunda outras fontes, anjos e demônios foram recolhidos à gaveta das superstições. Mas não é esta a lição de Jesus com a parábola do joio e do trigo, narrada neste Evangelho. É uma das imagens que o próprio Mestre traduziu para os discípulos perplexos, deixando claro que “o inimigo que semeou o joio é o diabo” (Mt 13,39a).

 

            Macário, o Grande [+390], o fundador de Ceta, no deserto, comenta a passagem: “Eu vos escrevo, irmãos bem-amados, para que saibais que, desde o dia em que Adão foi criado sobre a terra até a consumação dos séculos, o maligno fará guerra aos santos, sem se dar repouso. De fato, em consequência da transgressão da primeira criatura, ele habita neste corpo do qual fomos revestidos e mora em nós, entregando-se astuciosamente a suas astúcias e suas manobras.

 

            Revestidos da armadura celeste, é em Cristo que os cristãos combatem, como homem a homem, secretamente, no íntimo de suas almas. Entretanto, os homens que combatem entre si fazem a guerra em determinados momentos, e após esses combates cada um se concede o repouso e regressa a sua pátria, onde goza de tranquilidade e paz.

 

            Não é assim para aqueles que lutam contra Satã: é noite e dia que devem lutar. De fato, Satã habita ali, no corpo; ali permanece e se mantém bem perto da alma, a todo momento. Por causa dessa coabitação, aqueles que combatem estão na tribulação, e não há ninguém na terra para os reconfortar. Ademais, eles olham para o céu e ali depositam sua expectativa, a fim de receber alguma coisa em seu interior. E por esta força, graças à armadura do Espírito, eles vencerão.

 

            É do céu, efetivamente, que eles recebem uma força que permanece escondida aos olhos da carne. Desde que eles busquem a Deus de todo o seu coração, a força de Deus vem secretamente em sua ajuda a todo momento.

 

            Certo, eles são tentados por Satã devido à sua fraqueza, mas o Senhor não os abandona e não permite que sejam perpetuamente embaraçados, nem tentados em excesso. As paixões que neles suscita seu inimigo, ensinam-nos a aproximar-se de Deus, o Salvador do mundo. “E assim, revestidos do escudo do Espírito, eles se tornam vitoriosos”.

 

            Não existe progresso espiritual sem combate interior. As cartas paulinas reúnem os termos de guerra: espada, cinturão, couraça, capacete e escudo. Estamos em guerra…

 

Orai sem cessar: “O Senhor é meu escudo e baluarte.” (Sl 18,3)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

14º Domingo do Tempo Comum