30 de Junho de 2021

13a semana comum Quarta-feira

- por Pe. Alexandre

QUARTA FEIRA – XIII SEMANA DO TEMPO COMUM

(verde – Ofício do dia)

Antífona da entrada

 

– Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria. (Sl 46,2)

Oração do dia

 

– Ó Deus, pela vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da vossa verdade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Gn 21,5.8-20

 

– Leitura do livro do Gênesis: 5Abraão tinha cem anos quando lhe nasceu o filho Isaac. 8Entretanto, o menino cresceu e foi desmamado; e no dia em que o menino foi desmamado, Abraão deu um grande banquete. 9Sara, porém, viu o filho que a egípcia Agar dera a Abraão brincando com Isaac. 10E disse a Abraão: “Manda embora essa escrava e seu filho, pois o filho de uma escrava não pode ser herdeiro com o meu filho Isaac”. 11Abraão ficou muito desgostoso com isso, por se tratar de um filho seu. 12Mas Deus lhe disse: “Não te aflijas por causa do menino e da tua escrava. Atende a tudo o que Sara te pedir, pois é por Isaac que uma descendência levará o teu nome. 13Mas do filho da escrava farei também um grande povo, por ele ser da tua raça”. 14Abraão levantou-se de manhã, tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os nos ombros dela; depois, entregou-lhe o menino e despediu-a. Ela foi-se embora e andou vagueando pelo deserto de Bersabeia. 15Tendo acabado a água do odre, largou o menino debaixo de um arbusto, 16e foi sentar-se em frente dele, à distância de um tiro de arco. Pois dizia consigo: “Não quero ver o menino morrer”. Assim, ficou sentada defronte ao menino, e pôs-se a gritar e a chorar. 17Deus ouviu o grito do menino e o anjo de Deus chamou do céu a Agar, dizendo: “Que tens Agar? Não tenhas medo, pois Deus ouviu a voz do menino do lugar em que está. 18Levanta-te, toma o menino e segura-o bem pela mão, porque farei dele um grande povo”.  19Deus abriu-lhe os olhos, e ela viu um poço de água. Foi então encher o odre e deu de beber ao menino. 20Deus estava com o menino, que cresceu e habitou no deserto, tornando-se um jovem arqueiro.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 34,7-8.10-11.12-13. (R: 7a)

 

– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva.

R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, porque nada faltará aos que o temem. Os ricos empobrecem, passam fome, mas aos que buscam o Senhor não falta nada.

R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Meus filhos, vinde agora e escutai-me: vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus. Qual o homem que não ama a sua vida, procurando ser feliz todos os dias?

R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Deus nos gerou pela palavra da verdade como as primícias de suas criaturas

(Tg 1,18).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 8,28-34

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, 28quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29Eles então gritaram: “Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”. 30Ora, a certa distância deles estava pastando uma grande manada de porcos. 31Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até a cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que fosse embora.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Protomártires da Igreja de Roma

- por Pe. Alexandre

Depois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires.

O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos. Os mártires viveram tudo em Cristo.

No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época, a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como uma seita e inimiga, pois não adorava o Imperador.

Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma e, a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.

Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo junto às feras, cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes. E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.

O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador”.

Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!

Meditação

- por Pe. Alexandre

Pediram que fosse embora… (Mt 8,28-34)

Ora, ora, ora… O Pai nos envia seu Filho único, que nasce de Mulher, vive entre nós e passa a curar os enfermos e a libertar os possessos; diante disso nós lhe pedimos que… vá embora!?

Em outros termos, estamos dizendo a Jesus Cristo: “Deixe-nos em paz com nossas doenças e com nossos demônios! Não venha revirar nossa vida de cabeça para baixo!”

Ali estavam dois homens possuídos por demônios, vivendo de forma bestializada entre túmulos de um cemitério. Todos achavam isto “natural”. Mas ficaram furiosos quando a legião de demônios passou para o rebanho de porcos que se lançou no abismo. Este prejuízo já não era natural” ….

Que coisa! O mundo permanece o mesmo que Jesus conheceu! Nós estamos tão adaptados ao nosso inferno social – com rapinas e violência, propinas e exploração, doenças que dão lucro e escravidões convenientes -, que vemos as propostas do Evangelho como uma ameaça inaceitável…

Assim comenta Hébert Roux: “Seja como for, a libertação dos dois infelizes torna-se, para os habitantes da região, uma verdadeira catástrofe!” De fato, saíra caro demais o exorcismo dos dois endemoninhados, que culminou com a morte de 2.000 porcos (cf. Mc 5,13). “O gesto de Jesus, aos olhos deles, reveste-se do aspecto de uma agressão à sua tranquilidade e a seus bens. Pela primeira vez, Jesus faz o papel de uma pessoa indesejável.”

O Evangelho relata uma rota descendente na missão de Jesus: da admirável fé do centurião, passando pelo espanto da multidão admirada, chegamos agora à hostilidade e à recusa, prelúdio do ódio que se anuncia – observa H. Roux. É preferível ficar com nossas loucuras e nossas neuroses do que dar acolhida a um tipo que vem perturbar a desventura à qual já estamos acostumados.

“A partir do momento em que Jesus intervém com excesso de precisão e remexe com a tranquilidade ordinária de nossa existência, vale mais mantê-lo à distância, pois jamais poderemos dormir tranquilos com ele.” De fato, que garantia de sossego podemos ter quando os loucos se tornam sábios e os porcos se arremessam ao mar?!

Incômodo, intrometido, agitador… Jesus Cristo continua o mesmo…

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