30 de Maio de 2019

6ª Semana da Páscoa - Quinta-feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUINTA FEIRA – VI SEMANA DA PÁSCOA

(Branco, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Ó Deus, quando saístes à frente do vosso povo, abrindo-lhe o caminho e habitando entre eles, a terra estremeceu, fundiram-se os céus, aleluia! 

(Sl 67,8.20)

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que fizestes o vosso povo participar da vossa redenção, concedei que alegremos constantemente com a ressurreição do Senhor. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: At 18,1-8

 

– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. 2Aí encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabava de chegar da Itália, e sua esposa Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contato com eles. 3E, como tinham a mesma profissão – eram fabricantes de tendas –, Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos. 4Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos. 5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à Palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o Messias. 6Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles, Paulo sacudiu as vestes e disse: “Vós sois responsáveis pelo que acontecer. Eu não tenho culpa; de agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos”. 7Então, saindo dali, Paulo foi para a casa de um pagão, um certo Tício Justo, adorador do Deus único, que morava ao lado da sinagoga. 8Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios, que escutavam Paulo, acreditavam e recebiam o batismo.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 98,1.2-3ab.3cd-4 (R: 2b)

 

– O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

– Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

– O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

– Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

R: O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu não vos deixarei órfãos: eu irei, mas voltarei, e o vosso coração muito há de se alegrar (Jo 14,18).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 16,16-20

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

– Glória a vós, Senhor!  

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Pouco tempo ainda, e já não me vereis. E outra vez pouco tempo, e me vereis de novo”. 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo, e não me vereis, e outra vez pouco tempo, e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai?’”. 18Diziam, pois: “O que significa este pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então disse-lhes: ‘Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis?’ 20Em verdade, em verdade vos digo: Vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.

 

Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!  

Santa Joana dArc

- por Padre Alexandre Fernandes

Filha de Jaques d'Arc e Isabel, camponeses muito pobres, Joana nasceu em Domrémy, na região francesa de Lorena, em 6 de janeiro de 1412.

Cresceu no meio rural, piedosa, devota e analfabeta, assinava seu nome utilizando uma simples, mas significativa, cruz. Significativa porque já aos treze anos começou a viver experiências místicas. 
 

Ouvia as "vozes" do arcanjo Miguel, das santas Catarina de Alexandria e Margarida de Antioquia, avisando que ela teria uma importante missão pela frente e deveria preparar-se para ela. Os pais, no início, não deram importância, depois acharam que estava louca e por fim acreditaram, mas temeram por Joana. 
 

A França vivia a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra, governada por Henrique VI. Os franceses estavam enfraquecidos com o rei deposto e os ingleses tentando firmar seus exércitos para tomar de vez o trono. As mensagens que Joana recebia exigiam que ela expulsasse os invasores, reconquistasse a cidade de Orleans e reconduzisse ao trono o rei Carlos VII, para ser coroado na catedral de Reims, novamente como legítimo rei da França.

A ordem para ela não parecia impossível, bastava cumpri-la, pois tinha certeza de que Deus estava a seu lado. O problema maior era conseguir falar pessoalmente com o rei deposto. 
 

Conseguiu aos dezoito anos de idade. Carlos VII só concordou em seguir seus conselhos quando percebeu que ela realmente tinha por trás de si o sinal de Deus. Isso porque Joana falou com o rei sobre assuntos que na verdade eram segredos militares e de Estado, que ninguém conhecia, a não ser ele. Deu-lhe, então, a chefia de seus exércitos. Joana vestiu armadura de aço, empunhou como única arma uma bandeira com a cruz e os nomes de Jesus e Maria nela bordados, chamando os comandantes à luta pela pátria e por Deus. 
 

E o que aconteceu na batalha que teve aquela figura feminina, jovem e mística, que nada entendia de táticas ou estratégias militares, à frente dos soldados, foi inenarrável. Os franceses sitiados reagiram e venceram os invasores ingleses, livrando o país da submissão. 
 

Carlos VII foi, então, coroado na catedral de Reims, como era tradição na realeza francesa.

 

A luta pela reconquista demorara cerca de um ano e ela desejava voltar para sua vida simples no campo. Mas o rei exigiu que ela continuasse comandando os exércitos na reconquista de Paris. Ela obedeceu, mas foi ferida e também traída, sendo vendida para os ingleses, que decidiram julgá-la por heresia. Num processo religioso grotesco, completamente ilegal, foi condenada à fogueira como "feiticeira, blasfema e herética".

Tinha dezenove anos e morreu murmurando os nomes de Jesus e Maria, em 30 de maio de 1431, diante da comoção popular na praça do Mercado Vermelho, em Rouen.
 

Não fossem os fatos devidamente conhecidos e comprovados, seria difícil crer na existência dessa jovem mártir, que sacrificou sua vida pela libertação de sua pátria e de seu povo.

 

Vinte anos depois, o processo foi revisto pelo papa Calisto III, que constatou a injustiça e a reabilitou.

 

Joana d'Arc foi canonizada em 1920 pelo papa Bento XV, sendo proclamada padroeira da França.

O dia de hoje é comemorado na França como data nacional, em memória de santa Joana d'Arc, mártir da pátria e da fé.

FONTE: DERRADEIRAS GRAÇAS 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Vossa tristeza se mudará em alegria… (Jo 16,16-20)

 

            Deste mundo para o outro mundo, realiza-se uma inversão de sinais. Os valores deste mundo nada valem no Reino de Deus: ouro, prata, ações da Bolsa de Valores – tudo vira pó. Glória, fama, poder – nada disso abre as portas do Paraíso. Prazeres, sucesso, impérios econômicos: a eternidade ri dessas efêmeras construções. Só o Amor vai perdurar…

 

            Por isso mesmo, os pobres são bem-aventurados, diz Jesus. Os que choram serão consolados. Os tristes se alegrarão. Isto pode ser difícil de entender, como foi para aquele menininho que reclamou da mãe: “Como é ruim ser bom!” E temos de ser compreensivos com essa criança: ser bom pode parecer ruim… Não se vingar. Não dar o troco. Não aproveitar oportunidades de enriquecer por vias escusas. Não explorar o próximo. Não usar as pessoas conforme nossas conveniências. É ruim, hein?

 

            Partilhar em vez de acumular. Perdoar em vez de condenar. Comer menos para que os outros não passem fome. Economizar água para que ela chegue também aos pobres no alto da favela. Juntar nossa voz à voz dos que não sabem falar, ainda que nossos interesses pessoais não estejam em jogo. É de chorar! Sim, é de chorar, mas é chorando agora que nos alegraremos depois, quando chegar a hora de mergulhar no eterno.

 

            Ainda que Jesus tenha dito aquela frase como referência direta à Paixão e à Ressurreição – os discípulos chorariam com sua morte, mas haviam de se alegrar quando o Senhor ressuscitasse! -, ela se aplica com perfeição ao conjunto da existência humana. Por ora, nesta “passagem” pelo tempo, a vida cristã em um mundo pagão pode ser ocasião de renúncias, sofrimentos e perseguições. Mas, passado o “parto” (cf. Jo 16,21), isto é, quando nascermos para a vida eterna, veremos que o sacrifício valeu a pena, pois nos abriu para uma vida que a morte já não pode tocar…

 

            Hoje, o mundo gargalha, dança e ri. Amanhã, choro e ranger de dentes (Mt 25,30b). Hoje, pode ser que a fidelidade a Deus nos deixe “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”, mas a aurora do novo dia nos encontrará imersos na alegria eterna do Cordeiro, vencedor da morte e do pecado.

 

            Estou dançando conforme a música do mundo pagão? Ou procuro ser fiel a Deus, respondendo com amor ao seu Amor infinito?

 

Orai sem cessar: “Quem semeia entre lágrimas, colherá com alegria.” (Sl 126,5)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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