30 de Março de 2019

3ª Semana da Quaresma - Sábado

- por Padre Alexandre Fernandes

SABADO DA III SEMANA DA QUARESMA
(roxo – ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não esqueças nenhum dos seus benefícios: é ele quem te perdoa todas as ofensas (Sl 102,2).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, alegrando-nos cada ano com a celebração da Quaresma, possamos participar com fervor dos sacramentos pascais e colher com alegria todos os seus frutos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Os 6, 1-6

– Leitura da profecia de Oséias: 1“Vinde, voltemos para o Senhor, ele nos feriu e há de tratar-nos, ele nos machucou e há de curar-nos. 2Em dois dias, nos dará vida, e, ao terceiro dia, há de restaurar-nos, e viveremos em sua presença. 3É preciso saber segui-lo para reconhecer o Senhor. Certa como a aurora é a sua vinda, ele virá até nós como as primeiras chuvas, como as chuvas tardias que regam o solo”.  4Como vou tratar-te, Efraim? Como vou tratar-te, Judá? O vosso amor é como nuvem pela manhã, como orvalho que cedo se desfaz. 5Eu os desbastei por meio dos profetas, arrasei-os com as palavras de minha boca, mas, como luz, expandem-se meus juízos; 6quero amor, e não sacrifícios, conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 51, 3-4.18-19.20-21ab, (R: Os 6.6)

 

– Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

R: Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

 

– Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!

R: Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

 

– Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

R: Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

 

– Sede benigno com Sião, por vossa graça, reconstruí Jerusalém e os seus muros! E aceitareis o verdadeiro sacrifício, os holo­caustos e oblações em vosso altar!

R: Eu quis misericórdia e não o sacrifício!

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas : Lc 18, 9-14

 

Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

 

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba!

(Sl 94,8)

 

Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas.

– Glória a vós, Senhor!

 

– Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10"Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda. 13O cobrador de impostos, porém, ficou à distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador! 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado".

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!

 

São João Clímaco

- por Padre Alexandre Fernandes

São João Clímaco, correspondeu ao chamado de Deus por meio de duras penitências

Nasceu na Palestina em 579, dentro de uma família cristã que passou para ele muitos valores, possibilitando a ele uma ótima formação literária.

Clímaco desde cedo foi discernindo sua vocação à vida religiosa. Diante do testemunho de muitos cristãos que optavam por ir ao Monte Sinai, e ali no mosteiro viviam uma radicalidade, ele deixou os bens materiais e levou os bens espirituais para o Sinai. Ali, com outros irmãos, deixou-se orientar por pessoas com mais experiência, fazendo um caminho pessoal e comunitário de santidade.

Foi atacado diversas vezes por satanás, vivendo um verdadeiro combate espiritual.

São João Clímaco buscou corresponder ao chamado de Deus por meio de duras penitências, pouca alimentação, sacrifícios, intercessões e participação nas Santas Missas.

Perseverou até o fim da vida, partindo para a glória aos 70 anos de idade.

São João Clímaco, rogai por nós!

 

FONTE: CANÇÃO NOVA 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

Sou pecador… (Lc 18,9-14)

 

            Já adiantada a Quaresma, a liturgia da Igreja nos apresenta dois modelos de “fiéis”: o fariseu, que julga ter créditos a seu favor, e o publicano, que se reconhece plenamente devedor. Ora, se eu não sou devedor, por que deveria rezar a oração ensinada por Jesus: “Perdoai as nossas dívidas”? Se não devo nada, jamais atenderei ao imperativo de Jesus: “Convertei-vos!”

 

            São Gregório de Narek [944-1010], da Igreja Armênia, reconhece seus pecados:

 

            “Eu pequei contra tua grande bondade, eu, homem vil, eu pequei.

Eu pequei contra a compaixão de teu amor celeste, sim, eu pequei.

Eu pequei contra as carícias de tua sublime ternura, infinitamente eu pequei.

            Como é bendito este fragmento de palavra: ‘Eu pequei’!

            Esta palavra que põe a esperança no coração,

esta palavra que é um viático para todos,

uma ponte de vida, uma palavra agradável ao Altíssimo,

uma súplica desejável, um remédio para o irremediável,

uma poderosa muralha, uma profundeza sem medidas,

um mistério selado, impenetrável ao homem,

a menos que ele conheça a prontidão do Espírito incompreensível!

            Eu pequei pelo esquecimento de teus benefícios, de novo eu pequei.

            Eu pequei pelo desprezo de tua Palavra, gravemente eu pequei.

            Eu pequei, digno de uma morte eterna, sim, eu pequei.

            Eu pequei por minha irreverência pra com tua grandeza, odiosamente eu

           pequei.              

            E como tu és capaz de me perdoar todas estas dívidas e de curar as

          feridas mortais,                         

tu, Senhor das misericórdias, ó Cristo Rei, compassivo, protetor e

consolador,                   

se diante do sufoco mortal de meus gemidos,

em tua bondade vens em meu socorro, Senhor Jesus Cristo,

então serei enxertado em ti por tua doçura mais abundante,

então tua imagem de luz será impressa em minha alma,

então novamente reencontrado, perdoado,

eu me fixarei em ti e por tua redenção serei recriado para uma vida

 imortal.                     

A ti, com teu Pai, por teu Espírito Santo, seja a glória pelos séculos.

Amém.”                            

 

Orai sem cessar: “Cristo morreu por nossos pecados.” (1Cor 15,3)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

29ª Semana do Tempo Comum

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