31 de Janeiro de 2021

Quarta semana do tempo Comum- Domingo

- por Pe. Alexandre

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM 
(verde, glória, creio, IV semana do saltério)

Antífona da entrada

 

– Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor

(Sl 105, 47).

 

Oração do dia

 

– Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Dt 18,15-20

 

– Leitura do livro do Deuteronômio: Moisés falou ao povo, dizendo: 15“O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar. 16Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’.17Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. 18Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. 19Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome. 20Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei, ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer’”.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 95, 1-2.6-9 (R: 8)

 

– Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

R: Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

 

– Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!

R: Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

 

– Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho,/ as ovelhas que conduz com sua mão.

R: Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

 

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.

R: Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!

2ª Leitura: 1Cor 7,32-35

 

– Leitura da primeira carta de são Paulo aos Coríntios: Irmãos: 32Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. 33O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher 34e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. 35Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações.

 

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sombras da morte (Mc 4,16).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 1,21-28.

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos

– Glória a vós, Senhor!   

 

21Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia.

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

 

Santa Jacinta Marescotti

- por Pe. Alexandre

Em Roma, em 1585, nasceu Jacinta, dentro de uma família muito nobre, religiosa, com posses, mas que possuía, principalmente, a devoção, o amor acima de tudo. Seus pais faziam de tudo para que os filhos conhecessem Jesus e recebessem uma ótima educação.

Jacinta Marescotti que, então, tinha como nome de batismo Clarisse, foi colocada num convento para a sua educação, numa escola franciscana, juntamente com as irmãs. Uma das irmãs dela já era religiosa franciscana.

Crescendo na educação religiosa, com valores. No entanto, a boa formação sempre respeita a liberdade. Já moça e distante daqueles valores por opção, ela quis casar-se. Saiu da vida religiosa, começou a percorrer caminhos numa vida de pecados, entregue à vaidade, à formosura e aos prazeres. Enfim, ia se esvaziando. Até que outra irmã sua veio a se casar. Sua reação não foi de alegria ou de festa, pelo contrário, com inveja e revolta ela resolveu entrar novamente na vida religiosa.

A consequência foi muito linda, porque ao entrar nesse segundo tempo, ela voltou como estava: vazia, empurrada por ela própria, pela revolta. Lá dentro, ela foi visitada por sofrimentos. Seu pai, que tanto ela amava e que lhe dava respaldo material, faleceu, foi assassinado. Ela pegou uma enfermidade que a levou à beira da morte. Naquele momento de dor, ela pôde rever a sua vida e perceber o quanto Deus a amava e o quanto ela não correspondia a esse amor.

Arrependeu-se, quis confessar-se e o sacerdote foi muito firme, inspirado naquele momento a dizer: “Eu só entro para o sacramento da reconciliação se sair, do quarto dela, tudo aquilo que está marcado pelo luxo e pela vaidade”. Até as suas vestes eram de seda, diferente das outras irmãs. Ela aceitou, pois já estava num processo de conversão. Arrependeu-se, confessou-se e, dentro do convento, começou a converter-se.

Jacinta Marescotti de tal forma empenhou-se na vida de oração, de pobreza, de castidade e vivência da regra que tornou-se, mais tarde, mestra de noviças e superiora do convento.

Deus faz maravilhas na vida de quem se deixa converter pelo Seu amor.

Santa Jacinta Marescotti, rogai por nós!

 

Meditação

- por Pe. Alexandre

Sai dele! (Mc 1,21-28)

Com este imperativo, Jesus liberta um homem habitado por um “espírito impuro”, causando a admiração de todos os presentes na sinagoga de Cafarnaum, pois “até os espíritos impuros lhe obedecem”.

Um dos atributos mais preciosos de Jesus Cristo é a sua missão “libertadora”. Alguns excessos cometidos por partidários de teologias que enfatizavam a libertação social, política e econômica de modo algum nos devem indispor com a “libertação humana”, mais necessária do nunca.

De fato, o Evangelho liberta. O apóstolo Paulo não se cansa de lembrar: “É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão”. (Gl 5,1) Em uma sociedade onde eram numerosos os escravos, e até conhecidos filósofos justificavam teoricamente o estatuto da escravidão, a pregação do Evangelho constituía absoluta novidade.

Mas Jesus não se prende aos aspectos sociais e econômicos, ele vai além. Ele sabe muito que sua missão inclui a libertação espiritual. Seu “sermão programático” (Lc 4,18ss), inclui a “libertação dos presos” e a “liberdade aos oprimidos”. E não há pior opressão do que a escravidão do pecado.

Macário, o Grande [300-390 d.C.], nos fala dessa terrível escravidão: “A alma que caiu sob a servidão e a autoridade da treva das paixões do pecado é oprimida pela febre da lei do pecado; ela é imobilizada e inibida em relação às obras da vida, as virtudes perfeitas do Espírito Santo, pois é incapaz de cumpri-las de maneira irrepreensível, mas nada a impede de gritar para o único médico, clamar por seu socorro nem esperar pela salvação.

Deus só espera dos homens esta ocasião, pois o poder de fortalecer a alma, curá-la da febre do pecado e arrancá-la da tirania e da influência das paixões, este poder pertence a Deus e somente a ele está reservado. É ele quem irá pô-lo em jogo prontamente, como está escrito: ‘Ele fará justiça àqueles que clamam por ele dia e noite’. (Lc 18,7)

O próprio Senhor quer ser assim procurado, amado, acreditado e atraído pelo amor da alma para vir e habitar, reger e governar todo o seu pensamento e conduzi-la por inteiro para a vontade de Deus”.

O mesmo Cristo Libertador que expulsava os demônios nas sinagogas da Palestina permanece vivo entre nós, para reconduzir à liberdade plena todo aquele que invocar o seu nome.

29ª Semana do Tempo Comum

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