31 de Julho de 2019

17ª semana comum Quarta -feira

- por Padre Alexandre Fernandes

QUARTA FEIRA – SANTO INÁCIO DE LOIOLA – PRESBÍTERO E FUNDADOR

(cor branco, pref. comum ou dos pastores – ofício da memória)

 

Antífona da entrada

 

– Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor,

(Fl 2,10).

 

Oração do dia

 

– Ó Deus, que suscitastes em vossa Igreja santo Inácio de Loiola para propagar a maior glória do vosso nome, fazei que, auxiliados por ele, imitemos seu combate na terra, para partilharmos no céu sua vitória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

1ª Leitura: Ex 34,29-35

 

– Leitura do livro do Êxodo: 29 Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, não sabia que a pele de seu rosto resplandecia por ter falado com o Senhor. 30 Aarão e os filhos de Israel, vendo o rosto de Moisés resplandecente, tiveram medo de se aproximar.

31 Então Moisés os chamou, e tanto Aarão como os chefes da Comunidade foram para junto dele. E, depois que lhes falou, 32 todos os filhos de Israel também se aproximaram dele, e Moisés transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33 Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu. 34 Todas as vezes que Moisés se apresentava ao Senhor, para falar com ele, retirava o véu, até a hora de sair; depois saía e dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. 35 E eles viam a pele do rosto de Moisés resplandecer; mas ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até o momento que entrava para falar com o Senhor.

 

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 99,5.6.7.9 (R: 9c)

 

– Santo é o Senhor nosso Deus.

R: Santo é o Senhor nosso Deus.

 

– Exaltai o Senhor nosso Deus, e prostrai-vos perante seus pés, pois é santo o Senhor nosso Deus!

R: Santo é o Senhor nosso Deus.

 

– Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. E também Samuel invocava seu nome, e ele mesmo, o Senhor, os ouvia.

R: Santo é o Senhor nosso Deus.

 

– Da coluna de nuvem falava com eles. E guardavam a lei e os preceitos divinos, que o Senhor nosso Deus tinha dado.

R: Santo é o Senhor nosso Deus.

 

– Exaltai o Senhor nosso Deus, e prostrai-vos perante seu monte, pois é santo o Senhor nosso Deus!

R: Santo é o Senhor nosso Deus.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

– Eu vos chamo meus amigos, pois vos dei a conhecer o que o Pai me revelou (Jo 15,15).

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 13,44-46

 

– O Senhor esteja convosco.

– Ele está no meio de nós.

– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

– Glória a vós, Senhor!   

 

– Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino do Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

 

– Palavra da salvação.

– Glória a vós, Senhor!   

Santo Inácio de Loyola

- por Padre Alexandre Fernandes

A única ambição de santo Inácio tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus

Neste dia, celebramos a memória deste santo que, em sua bula de canonização, foi reconhecido como tendo “uma alma maior que o mundo”.

Inácio nasceu em Loyola na Espanha, no ano de 1491, e pertenceu a uma nobre e numerosa família religiosa (era o mais novo de doze irmãos), ao ponto de receber com 14 anos a tonsura, mas preferiu a carreira militar e assim como jovem valente entregou-se às ambições e às aventuras das armas e dos amores. Aconteceu que, durante a defesa do castelo de Pamplona, Inácio quebrou uma perna, precisando assim ficar paralisado por um tempo; desse mal Deus tirou o bem da sua conversão, já que depois de ler a vida de Jesus e alguns livros da vida dos santos concluiu: “São Francisco fez isso, pois eu tenho de fazer o mesmo. São Domingos fez isso, pois eu tenho também de o fazer”.

Realmente ele fez, como os santos o fizeram, e levou muitos a fazerem “tudo para a maior glória de Deus”, pois pendurou sua espada aos pés da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, entregou-se à vida eremítica, na qual viveu seus “famosos” exercícios espirituais, e logo depois de estudar Filosofia e Teologia lançou os fundamentos da Companhia de Jesus.

A instituição de Inácio iniciada em 1534 era algo novo e original, além de providencial para os tempos da Contra-Reforma. Ele mesmo esclarece: “O fim desta Companhia não é somente ocupar-se com a graça divina, da salvação e perfeição da alma própria, mas, com a mesma graça, esforçar-se intensamente por ajudar a salvação e perfeição da alma do próximo”.

Com Deus, Santo Inácio de Loyola conseguiu testemunhar sua paixão convertida, pois sua ambição única tornou-se a aventura de salvar almas e o seu amor a Jesus. Foi para o céu com 65 anos e lá intercede para que nós façamos o mesmo agora “com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade”, repetia.

Santo Inácio de Loyola, rogai por nós!

FONTE: Canção Nova 
 

Meditação

- por Padre Alexandre Fernandes

A pérola de grande valor… (Mt 13,44-46)

 

            Apenas três versículos. Duas mínimas parábolas. Uma lição essencial.

 

            Não nos cansemos de admirar a densidade do ensinamento do Mestre Jesus, sua sabedoria ao condensar em duas imagens um ensinamento de valor eterno.

 

            Dou a palavra a Hébert Roux, que comenta esta passagem:

 

            “O que Jesus quer trazer à luz é o valor inestimável que representa a posse do Reino”. O tesouro escondido, descoberto pelo homem, permanece como uma realidade oculta, apesar de descoberta. Desde então, a existência daquele que fez essa descoberta fica transformada. Ele possui tal alegria e certeza, que não irá recuar diante de nenhum sacrifício.

Assim sendo, o Reino aparece também como uma realidade atual. Aquele que vende tudo o que tem para adquirir o campo ou a pérola, sabe muito bem que não está trocando a presa por sua sombra. E ele sabe disso com uma certeza que o deixa transportado de alegria.

 

Aqueles que o veem agir assim, podem até tomá-lo por louco, pois aos olhos do mundo é uma loucura renunciar a tudo, renunciar ao que se tem, ao que se vê, ao que se possui, por aquilo que não se vê. Ele, porém, o homem que descobriu o tesouro ou a pérola, sabe ter agido com sabedoria, aquela que é dada pela fé, e é capaz de ver ‘as coisas que não são como se existissem’ (Rm 4,17), porque ele discerne a realização delas na promessa de Deus.

 

            ‘Onde está o teu tesouro, aí está o teu coração’, declara o Sermão da Montanha (Mt 6,19-21). A alegria é a marca da fé, alegria sobrenatural, felicidade imprevista e imprevisível daqueles a quem o Reino dos céus é dado na fé. “Alegria de Jesus Cristo que ele deposita pessoalmente naqueles que escutam e guardam sua palavra, ‘para que sua alegria seja perfeita’ (Jo 15,11).”

 

            Assim, estamos diante de duas pequenas parábolas que associam o Reino e a alegria. Exatamente a alegria que o mundo busca de modo insaciável, disposto a pagar caro por ela. A alegria que em vão se procura nas festas e nos shows, nos campeonatos e nas medalhas olímpicas, na droga e no prazer… Uma alegria que não consiste em possuir, mas em ser possuído.

 

            E ela se esconde – a alegria tão procurada – naquele encontro inesperado, na súbita iluminação dos dois discípulos de Emaús diante do pão partido. Uma alegria que é grátis, puro dom, uma graça que só Jesus Cristo nos pode dar…

 

Orai sem cessar: “Devolve-me, Senhor, a alegria de ser salvo!” (Sl 51,14)

Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.

25ª Semana do Tempo Comum