Meditação sobre a confissão

Meditação sobre a confissão

Na Confissão, a alma recebe maiores luzes de Deus e um aumento de forças
para a sua luta diária: graças particulares para combater as inclinações
confessadas, para evitar as ocasiões de pecar, para não reincidir nas faltas
cometidas… “Vede como Deus é bom e como perdoa facilmente os pecados:
não somente devolve o perdoado, mas concede coisas inesperadas”. Quantas
vezes as maiores graças que recebemos são as que nos chegam depois de uma
confissão, depois de termos dito ao Senhor que nos comportamos mal! Jesus
concede sempre o bem em troca do mal, para nos animar a ser fiéis.
Critérios simples e práticos para que as confissões sejam concisas, concretas,
claras e completas.
Confissão concisa, sem muitas palavras: apenas as necessárias para dizermos
com humildade o que fizemos ou omitimos, sem nos estendermos
desnecessariamente, sem adornos. A abundância de palavras denota às vezes o
desejo, inconsciente ou não, de fugir da sinceridade direta e plena; para evitá-
lo, temos que fazer bem o exame de consciência.
Confissão concreta, sem divagações, sem generalidades. O penitente “indicará
oportunamente a sua situação e o tempo que decorreu desde a sua última
confissão, bem como as dificuldades que teve para levar uma vida cristã”,
declarando os seus pecados e o conjunto de circunstâncias que tenham
caracterizado as suas faltas a fim de que o confessor possa julgar, absolver e
curar.
Confissão clara, para sermos bem entendidos, declarando a natureza precisa
das faltas e manifestando a nossa própria miséria com a necessária modéstia e
delicadeza.
Confissão completa, íntegra. Sem deixar de dizer nada por falsa vergonha,
para “não ficar mal” diante do confessor.
A confissão sincera das nossas culpas deixa sempre na alma uma grande paz e
uma grande alegria. A tristeza do pecado ou da falta de correspondência à
graça converte-se em júbilo. “Talvez os momentos de uma confissão sincera –
diz o Papa Paulo VI – estejam entre os mais doces, os mais reconfortantes e os
mais decisivos da vida”.

Fonte: Livro de meditações – Falar com Deus