Memória de Chiara Luce

Memória de Chiara Luce

Hoje a Igreja celebra a memória da Beata Chiara Luce Badano, uma jovem nascida em Sasselo na Itália em 1971 e falecida em 1990, vítima de um tumor ósseo, concluindo uma vida marcada por uma fé luminosa e pela adesão à espiritualidade do Movimento dos Focolares. Vamos conhecer um pouco dessa alma que desde cedo teve o seu coração arrebatado pelo fogo do Divino Amor. Chiara Badano nasceu em 29 de outubro de 1971 e em 1981, com o pai e a mãe, participou do Family Fest, em Roma – uma manifestação mundial do Movimento dos Focolares. Para todos três foi o início de uma nova vida. Na sua pequena cidade Chiara lançou-se a amar as colegas de escola e estava decidida a viver com radicalidade o Evangelho que a tinha fascinado.  Desde pequena, foi muito generosa no corresponder ao ideal de amor de Deus e do próximo. Com os seus atos de caridade Chiara mostrava e dava Deus a todos que passavam pela vida dela. Poucos anos depois Chiara sentiu uma forte dor nas costas, durante uma partida de tênis. Tiveram início exames clínicos de todos os tipos para definir a causa das dores. Logo chegou-se ao diagnóstico de um tumor ósseo. Os tratamentos eram muito dolorosos e Chiara os enfrenta com grande coragem. Diante de cada nova “surpresa” o seu oferecimento é decidido: “Por ti, Jesus, se tu queres eu também quero!”. Todos os que a visitavam pensavam em lhe levar afeto e consolação, mas na realidade eram eles a receber conforto e encorajamento. Durante a doença doava Jesus, não fazendo pregações, mas difundindo alegria e esperança de vida eterna, este era o seu apostolado. Esta jovem, de aparência frágil, na realidade era uma mulher forte.  Sofria, mas a alma cantava. Rejeitou a morfina porque – dizia – “ a morfina me tira a lucidez e eu posso oferecer a Jesus somente a minha dor”. No final de dezembro de 1989, quando a doença a estava devorando, Chiara Lubich fundadora do movimento dos focolares lhe deu um nome novo, Chiara, agora se tornava Chiara ‘Luce’. Nome certíssimo porque Chiara era uma explosão de luz divina, que surpreendia todos. O coração de Chiara encerrava um amor grande: Amava o próximo, amava a Igreja, amava o Papa. O vestido nupcial, com o qual Chiara foi ao encontro do Senhor Jesus, estava enriquecido pelos sete diamantes da espiritualidade cristã e focolarina: – Deus Amor; | fazer a vontade de Deus;| Palavra de Vida vivida; |amor para com o próximo; |amor recíproco que realiza a unidade; |presença de Jesus na unidade. Mas o sétimo diamante, este é o mais precioso, que brilha mais do que os outros, é o amor a Jesus Crucificado e Abandonado. Foi este amor que lhe infundiu a energia espiritual, a graça capaz de suportar toda a adversidade, aceitando a cruz e o sofrimento, com alegria e serena fortaleza.  Chiara Luce foi para o céu no dia 7 de outubro de 1990. Ela tinha pensado em tudo: nos cantos para o seu funeral, nas flores, no penteado e no vestido, que queria que fosse branco, como de uma noiva. Muitas pessoas estiveram presentes no seu funeral. Falaram sobre o paraíso e sobre a alegria de ser Deus. Os que a conheceram sentem-se impulsionados a viver com radicalidade o Evangelho. É uma santidade contagiosa! Chiara Luce Badano, uma jovem moderna, esportiva, nos transmite uma mensagem de otimismo e de esperança. Também hoje, o breve período da juventude, pode ser vivido na santidade. Também hoje existem jovens íntegros, que na família, na escola, na sociedade não desperdiçam a própria vida. A Beata Chiara Luce Badano é uma missionária de Jesus, que anuncia a boa nova para um mundo rico de comodidades, mas muitas vezes doente de tristeza e de infelicidade. Ela nos convida a reencontrar a frescura e o entusiasmo da fé. E o convite é dirigido a todos: antes de tudo aos jovens, mas também aos adultos, aos consagrados, aos sacerdotes. A todos é dada a graça suficiente para se fazerem santos.
Beata Chiara Luce, rogai por nós.