Memória de São João Paulo II

Memória de São João Paulo II

Hoje a Igreja celebra a memória de São João Paulo II. Muitos
de nós conhecemos bem este Santo, ele viveu conosco. Teve um longo pontificado
de 25 anos. Sua eleição foi uma enorme surpresa do Espírito Santo, pois saiu de
um país que estava debaixo do regime comunista, a Polônia, atrás da vergonhosa
“Cortina de Ferro.

Ele começou seu pontificado pedindo ao mundo: “Não tenhais
medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!”. Aquilo que o Papa
recém-eleito pedia a todos, começou, ele mesmo, a fazê-lo: abriu a Cristo a
sociedade, a cultura, os sistemas políticos e económicos, invertendo, com a
força de um gigante – força que lhe vinha de Deus –, uma tendência que parecia
irreversível. Com o seu testemunho de fé, de amor e de coragem apostólica,
acompanhado por uma grande sensibilidade humana, este filho exemplar da Nação
Polaca ajudou os cristãos de todo o mundo a não ter medo de se dizerem
cristãos, de pertencerem à Igreja, de falarem do Evangelho. Numa palavra,
ajudou-nos a não ter medo da verdade, porque a verdade é garantia de liberdade.
Sintetizando ainda mais: deu-nos novamente a força de crer em Cristo, porque
Cristo é o Redentor do homem.

Karol Wojtyła subiu ao sólio de Pedro trazendo consigo a sua
reflexão profunda sobre a confrontação entre o marxismo e o cristianismo,
centrada no homem. A sua mensagem foi esta: o homem é o caminho da Igreja, e
Cristo é o caminho do homem.

São João Paulo II realizou de maneira extraordinária a
vocação de todo o sacerdote e bispo: tornar-se um só com Jesus que diariamente
recebia e oferecia na Igreja.

Um acontecimento marcante na vida de São Joao Paulo II
aconteceu no dia 13 de maio de 1980, quando foi baleado por um turco. No ano
seguinte levou o projétil que o atingiu para ser colocado na coroa de Nossa
Senhora de Fátima. Ela o salvou. Milagrosamente o Papa foi salvo da morte. Ele
disse que “uma mão puxou o gatilho, mas outra Mão dirigiu a bala”, para que não
fosse fatal. Ele esteve no limiar da morte.

João Paulo II teve um pontificado notável; um Papa sábio,
douto e santo, cuja canonização foi pedida pelo povo, na Praça de São Pedro, no
dia do seu sepultamento.

Entre os documentos mais importantes que João Paulo II nos
deixou, está o Catecismo da Igreja Católica, que ele chamou de “texto de
referência da fé católica”, e que pediu que os fiéis e os pastores “usem
assiduamente ao convocar as pessoas para viver a fé”. Além disso, o Papa
renovou o Código de Direito Canônico. E escreveu muitas encíclicas e inúmeros
documentos importantes, defendendo a vida, a família, a paz no mundo, a razão e
a fé e a Eucaristia, Pronunciou Catequeses famosas nas audiências de quarta
feira, sobretudo sobre a Igreja, o Espírito Santo, a Virgem Maria, e praticamente
sobre todos os assuntos da doutrina católica.

O Brasil recebeu a graça de sua visita em três ocasiões. A
primeira, em 1980, foi também a primeira vez que um Pontífice pisava em solo
brasileiro. Na ocasião, presidiu beatificação do jesuíta espanhol José de
Anchieta, fundador da cidade de São Paulo, que foi canonizado em 2014 pelo Papa
Francisco. A segunda foi em 1991, quando visitou a Bem-Aventurada Irmã Dulce,
em Salvador. A terceira e última aconteceu em 1997, por ocasião do Encontro
Mundial das Famílias, no Rio de Janeiro.

São João Paulo II faleceu em 2 de abril de 2005 às 21h37, na
noite prévia ao Domingo da Divina Misericórdia, data que ele mesmo instituiu. Após
26 dias do seu falecimento, Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos de
expectativa prescritos permitindo o início da causa de canonização. Em 1º de
maio de 2011, Bento XVI o proclamou beato e, em 27 de abril de 2014, Papa
Francisco o canonizou.

São Joao Paulo II, rogai por nós.