VI Domingo da Páscoa | Homilia dominical – Padre Alexandre Fernandes (26/05/19)

VI Domingo da Páscoa | Homilia dominical – Padre Alexandre Fernandes (26/05/19)

Semana passada Jesus mostrou que devemos amar como Ele nos ama. Hoje Ele prega: “Se alguém me ama, guarda a minha palavra”, nos convidando a amá-Lo e a guardar suas palavras. Palavras eternas, que não podem ser mudadas. Podemos ter usos e costumes diferentes, mas não podemos ensinar uma coisa diferente do que Ele ensinou, nem pregar diferente do que Ele pregou.
Existem conflitos em todas as épocas. Existiram conflitos no ontem e existem conflitos no hoje. Dentro do ser humano sempre existirá uma natureza decaída. Por isso, muitas vezes fazemos algo diferente daquilo que Deus nos indica, do que Deus nos pede.
Como recebemos nossas heranças genéticas, espirituais, afetivas, psicológicas? Na última quinta-feira trabalhei aqui na paróquia com os votos secretos que fazemos. Quando, por exemplo, passamos por experiências traumáticas e elas acabam deixando marcas que nos acompanham por toda a nossa história. Quando dizemos “nunca dei certo na vida”, “nunca termino o que começo”. Vamos vivendo com esses pensamentos e eles são capazes de influenciar o ritmo de nossas vidas, viram uma realidade maior, que precisa ser trabalhada. Precisamos afinar nosso autoconhecimento, perceber o que só o espírito de Jesus nos faz enxergar. Na sua missão evangélica, Pedro se lembrava de muitas coisas que Jesus falava, mas o apóstolo tinha firme em sua vida a presença do Espírito Santo.
O Espírito Santo é o hóspede interior que mora dentro de nós, nunca estamos sós. Hoje Cristo recomenda a unidade de seus discípulos com Ele e entre si. Jesus fez da sua igreja, de cada um de nós, a sua esposa, fez conosco uma aliança de casamento. Há uma comunhão entre nós. O pecado pessoal reflete no pecado social. As coisas que não curamos internamente podem refletir na comunidade. Por isso o Mestre prometeu que teríamos um hóspede a nos lembrar o que Ele ensinou. Há um Deus dentro do nosso interior. Tomar consciência disso é reconhecer algo sagrado