VI DOMINGO DO TEMPO COMUM

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM

Continuamos ouvindo as palavras de Jesus pronunciadas no alto do monte. Hoje Ele diz que os homens não estavam vivendo de acordo com o desejo do Pai. Se existem os mandamentos é porque Deus quis estabelecer um vínculo conosco e entre nós. Os mandamentos não foram revogados por Cristo. Ele vem para dar pleno cumprimento à lei, e nos convida a amar como Ele amou. Quem assim ama, cumpre a lei. Os mandamentos nos conduzem à servidão que nos liberta, nos torna cada vez mais livres. Entendemos mal o conceito de liberdade, achando que mais livres seremos se fizermos o que quisermos. Que ninguém tem nada a ver com nossa vida. Cristo fala sobre a mentira, o engano, sobre não jurar nem por Ele nem por ninguém. Que nosso “sim” seja sempre “sim” e nosso “não” sempre “não”. Um “sim” à vontade de Deus e um “não” ao que nos afasta Dele. Viver a lei de Deus dentro do coração, o lugar das decisões. É de dentro do coração que saem os roubos, as más intenções, a inveja e o ciúme que um dia separaram Caim e Abel já no princípio da Criação.
Jesus dá ênfase ao “não matarás”. Matar não significa pegar em arma. Pode-se destruir o outro, matar o outro socialmente com julgamentos, com o jeito de falar, de tratar. “Não quero vê-lo nunca mais”. E o mundo dá tantas voltas! Um dia pode-se encontrar o desafeto e ressignificar o desentendimento. Jesus também fala sobre não coisificar o outro, não transformá-lo em objeto, ver o outro como imagem e semelhança de Deus. Por fim, sobre o juramento: precisamos ser pessoas-palavras e de palavra, ter uma palavra credível, não um discurso que ninguém acredita.
O que conta é a boa formação da nossa consciência. Ninguém pode nos acusar diante de Deus. Ter uma boa consciência é se formar pelos ensinamentos de Cristo. Nossa liberdade tem nos aproximado do Senhor?