XV Domingo do Tempo Comum | Homilia dominical – Padre Alexandre Fernandes (14/07/19)

XV Domingo do Tempo Comum | Homilia dominical – Padre Alexandre Fernandes (14/07/19)

À pergunta de um doutor da lei (“Quem é o meu próximo?”), Jesus responde com outra pergunta: “Qual dos três foi o próximo do homem que caiu?” Na parábola do Bom Samaritano, a pergunta também pode ser: “De quem eu me faço mais próximo?” Não é por acaso que o homem desce de Jerusalém, a cidade sagrada localizada no alto, no monte, para Jericó, cidade abaixo do nível do mar. No caminho ele é assaltado, espancado, roubado e deixado como morto. Um sacerdote passa, vê e segue adiante. Um levita também vê e segue. Um samaritano, que não era judeu, vê e se compadece. Quantas vezes somos colocados diante de situações que nada têm a ver conosco, não nos dizem respeito, e somos envolvidos justamente para ajudar?
Samaritanos e judeus não se davam bem, mas este samaritano se aproxima do homem, faz os curativos, unge as feridas com óleo, derrama vinho sobre elas, coloca-o em sua própria montaria, cuida dele e, no dia seguinte, dá ao hospedeiro duas moedas, dizendo que ao voltar restituirá o dinheiro que ele gastar a mais com o doente.
Eu acredito que Jesus falava Dele mesmo, pois Ele vem do alto e nós estamos nos lugares mais baixos, nas Jericós da vida, e somos assaltados e feridos pelo demônio, que nos rouba a graça e a felicidade, nos deixa feridos nas estradas da vida. Este Jesus, que é divino, faz o movimento de rebaixamento, acolhida e descida. Ele nos vê, tem compaixão, cuida de nossas feridas e nos derrama vinho. E nos coloca na hospedaria, que é a Igreja, para que ela nos dê remédios, nos cure, nos dê alimento para nossa alma. As duas moedas não podem ser as escrituras do Antigo e do Novo Testamento? Este “voltar” não é o que Ele disse: “Eu vou e volto?”
Cristo nos convida a sermos como o samaritano. Quais as Jericós que temos que descer? A Igreja deve ser a hospedaria, o lugar da acolhida, igual a um hospital de campanha em campo de guerra. Não pergunta onde a pessoa se feriu, como ela se feriu, quem a feriu. Trata, cuida e depois mostra qual é o caminho. O verdadeiro sábio é aquele que se inclina até aquele que não recebeu sabedoria e faz o outro subir. Todos temos uma Jericó para descer.

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