XXIX Domingo do Tempo Comum

XXIX Domingo do Tempo Comum

Jesus quer ensinar seus discípulos a orar. Com insistência, sem perder a esperança. Conta a parábola de um juiz iníquo, que não teme a Deus nem aos homens, e de uma viúva que pede todos os dias que o juiz lhe faça justiça. Depois de algum tempo ele resolve atender à viúva pela insistência e persistência dela. Jesus conclui: assim é Deus, que fará tudo por cada um de seus escolhidos.
Cristo nos convida a uma atitude de oração. Todas as vezes que precisava tomar uma decisão importante, Ele se afastava em oração, como na ressurreição de Lázaro, na multiplicação dos pães, no calvário. Discernimento dos espíritos é quando o Espírito Santo de Deus, que mora em nós, discerne com nosso espírito. Mas quem está sem a graça santificante, em pecado, o Espírito se retira. Quando a pessoa se arrepende, deseja mudar de vida, o Espírito volta. Por que muitas orações não são atendidas? Porque estamos em pecado, não queremos ser santificados pela presença de Deus. Se Deus já sabe de tudo o que necessitamos, por que Ele já não dá? São Tomás de Aquino disse: “Deus nos dá o amor, mas é necessário que tenhamos abertura para recebê-lo”.
A oração é uma porta que nos abre a realidade de Deus. Precisamos ter uma vida de homens e mulheres orantes. Não é o tempo, é a qualidade. A meditação cristã é importante, pois nos esvaziamos de nós mesmos e nos enchemos de Jesus. Há a meditação contemplativa, quando contemplamos as realidades de Deus; e a meditação vocal, quando tomamos consciência do que a boca fala, como no Pai Nosso. Não é só da boca pra fora, mas do que se passa no nosso coração.
Como anda a qualidade da nossa oração? De manhã pedimos que o Espírito Santo faça conosco a caminhada daquele dia? À noite fazemos uma revisão de vida? Confiamos na luz de Deus e na capacidade que Ele nos dá para realizarmos o que precisa ser feito? O povo teve que esperar para entrar na Terra Prometida. Nós temos que esperar para entrar nos céus. Deus não decepciona seus eleitos. A oração nunca termina. Ela continua. Sempre.